Personalidade de marca: construindo os parâmetros fundamentais para uma reputação sólida

Quando falamos sobre a personalidade de uma marca, estamos nos referindo a uma série de fatores que englobam tudo o que a compõe e representa. Vai muito além de uma logo e uma identidade visual interessante. Portanto, entenda mais sobre os pontos que abrangem esse assunto: O que é personalidade de marca? Assim como cada pessoa tem uma personalidade com traços marcantes, a sua marca também precisa de características que fixem na memória dos consumidores – gerando lembrança. É como a alma da sua empresa. Isso influencia a forma como ela é percebida, se posiciona e se comunica com o seu público. Muitas vezes ela realmente pode ser associada às características reais de uma pessoa, como extroversão, conservadorismo, animação, sofisticação, sinceridade e muito mais. Um forte exemplo disso, é a Netflix, uma marca jovem que demonstra como é descolada e extrovertida até ao responder comentários. Apesar da construção de personalidade demorar certo tempo para ser sólida, é uma etapa que não deve ser negligenciada. É através dela que uma marca poderá demonstrar sua autenticidade e criar uma comunidade com seu público. O que a compõe? Tudo que representa a sua marca são elementos que vão compor a sua personalidade. Alguns deles são: Proposta de valor Antes de qualquer coisa, defina o que é a sua marca, não só pessoas, mas também animais e até objetos podem ser definidos por adjetivos. Pensar nisso auxilia o entendimento do que você quer que as pessoas sintam ao olhar para a sua empresa, e como ela deverá ser percebida. Por exemplo, a Coca Cola pode ser representada pelos adjetivos: família, felicidade e nostalgia. Isso é algo que as pessoas sentem e conseguem notar. Ao passo que mais atributos da sua marca forem definidos, apenas de olhar para ela o consumidor pode entender o que você quer passar. Comportamento O comportamento de uma marca tem bastante relação com as ações que ela toma, as que fazem com que ela se destaque no dia a dia. Esse comportamento vai ser notado ao responder comentários, interagir com seus colaboradores, e também pelas suas atitudes em relação à responsabilidade social, ética e atendimento. Ou seja, o que a sua marca faz pelo meio ambiente e pela sociedade, como ela contribui? Como seus clientes são tratados? As reclamações ficam esperando serem esquecidas? Como ela se comporta no ambiente online e offline? Quais eventos ela está inserida? Identidade visual Parte importante dessa história é como uma marca “aparenta”. Literalmente seu conjunto de logo, cores, tipografia. Após definição do que ela é e comportamento, a identidade visual pode ser mais facilmente desenvolvida. A representação visual deve ser memorável e não escolhida por impulso. O intuito é que tudo seja harmonizado e componha o todo. Como definir os valores, missão e visão? Definir os valores, missão e valores de uma empresa fazem parte da personalidade de marca, é um processo fundamental para a construção de uma base sólida. É algo que influenciará a cultura e estratégias tomadas. Para estabelecer valores, a empresa como um todo precisa entender o que ela valoriza como importante e acredita, considerando pontos como integridade e inovação. A visão auxilia a entender para onde a empresa quer ir, qual é o futuro dos seus serviços, produtos, colaboradores e de tudo que a envolve. Deve ser algo objetivo e simples, levando em conta o que a marca vai se tornar a longo prazo. Onde ela quer chegar? Enquanto a missão é a razão de existir do seu negócio. O que a empresa faz, por que e como? As respostas para essas perguntas devem ser claras e objetivas, assim como inspiradoras. É essa definição que vai motivar os colaboradores e comover o público alvo da sua marca. Personalidade de marca e RP: qual a relação? Ter uma personalidade de marca definida, vai influenciar diretamente no sucesso das estratégias de relações públicas, e ao mesmo tempo são essas estratégias que podem fortalecer a personalidade. O RP vai trabalhar com foco em gerenciar a reputação de sua marca, fazendo com que seja percebida de forma positiva pelo público que você deseja atingir. É também com o trabalho de relações públicas que podem ser criadas narrativas que demonstram o potencial da sua empresa, tornando-a mais humanizada e interessante, tanto aos olhos da mídia quanto dos seus consumidores. Em momentos de crise a agência responsável também vai proteger a sua reputação, e nessas situações a sua personalidade pode ser reforçada ou moldada positivamente. Para saber mais sobre a gestão de reputação de uma marca, leia o nosso artigo: Gestão de reputação: a importância de gerenciar a reputação pessoal e como alavancar? Leia também: Brand essence: o que é a essência de uma marca? | Arquétipos de marca: qual é a sua importância para o branding? ‍

Porta-voz humanizado: seu impacto na construção da marca

Você sabe da importância de se trabalhar a humanização da figura do porta-voz da sua empresa nas redes sociais e outros locais de exposição?  Em qualquer empresa o porta-voz tem um papel crucial na gestão do negócio, mas te convidamos a refletir sobre a imagem dessa pessoa da porta pra fora, já que muitos ainda não têm total clareza sobre o conceito, importância e o impacto de trabalhar a marca pessoal de executivos. Confira esse assunto de forma mais aprofundada: Quem é um porta-voz? Segundo o dicionário, o termo “porta-voz” é aquele indivíduo que transmite as opiniões de outro ou de uma entidade. Portanto, o porta-voz é quem representa uma marca em determinados eventos de exposição, sendo responsável por dar um rosto para uma empresa. Ao mesmo tempo, é importante dizer que: ele não é uma extensão da marca e pode (deve!) se posicionar de forma individual em seus perfis, principalmente no LinkedIn, que é uma rede social muito estratégica e que vai além de oferta e demanda de emprego. Em uma empresa, ele se torna um profissional com um papel importante, já que passa a ser a representação dela em diversas situações, como, por exemplo: Palestras em eventos Diante de crises  Participação em podcasts Eventos que promovem relacionamento ou networking Normalmente os porta-vozes são fundadores, CEOs, presidentes, vice-presidentes e outros profissionais em cargos dentro do comitê executivo, que podem ser CMO, CPO, CTO e c-levels. Ou seja, podemos dizer que essas pessoas se tornarão a personificação dos valores, visão e missão da empresa, criando uma relação com seus diversos stakeholders através de uma figura humana. Importância da humanização da marca pelo porta-voz Para definir os passos desse profissional enquanto porta-voz, é preciso ter um pensamento estratégico, autêntico e focar em formas de comunicação eficazes, além de ter uma correlação próxima ao posicionamento institucional do negócio que toca. Um exemplo é o porta-voz do governo, pessoas responsáveis por representar o posicionamento político daquele momento, oferecendo informações formais e direcionamentos. É a partir disso que poderemos escolher a estratégia de posicionamento que vai depender da personalidade do profissional e da marca. O indivíduo que se tornar a figura de destaque de uma marca será reconhecido, gerando mais confiança dos públicos que interagem e até desejo de compra, carregando uma autoridade junto de seu nome. Isso pode abrir portas para oportunidades de negócio, parcerias e até rodadas de investimento. No começo da era das redes sociais para marcas e empresas, era comum encontrar conteúdos mais engessados e formais, mas, com o tempo, isso foi mudando, passando de uma comunicação impessoal e distante para algo mais caloroso, próximo e humanizado. Em um mundo como o que vivemos hoje, é preciso ter em mente que pessoas compram de marcas, mas só quando confiam e interagem com pessoas. Além da conexão, podemos citar alguns outros pontos que tornam essa humanização e papel do porta-voz tão importantes: Pode abrir portas para maior recepção em entrevistas e outras aparições na mídia; Gera mais conexão para parcerias com outras empresas; Mais visibilidade em eventos do seu nicho; Maior engajamento do público. Impacto na reputação da marca Não podemos deixar de falar no impacto – positivo – que um bom posicionamento por parte do porta-voz pode representar para a reputação de uma marca. Por ser uma prática que vem se tornando tão importante, as marcas e os próprios líderes que querem se posicionar da forma correta, estão buscando agências especializadas em assessoria de imprensa e relações públicas. Cada vez mais empresas estão adotando a prática da humanização da marca pelo porta-voz devido aos grandes impactos que isso pode gerar. Foi o que mostrou o relatório  1ª Pesquisa Nacional sobre o Impacto de Relações Públicas no Mercado de Inovação. Esse é um processo que leva tempo, uma prática a ser construída e trabalhada frequentemente.  Essa é uma estratégia bastante conhecida e que tem um nome: thought leadership. Um conceito que visa trabalhar de maneira alinhada o posicionamento do negócio junto de seus porta-vozes, que amarra um verdadeiro ecossistema de comunicação para negócios que querem acelerar reputações. Se você tem interesse em se aprofundar mais no tema de thought leadership, nós temos o artigo perfeito para você. Basta clicar neste link.

O que é brand publishing?

As estratégias de marca buscam construir narrativas cada vez mais protagonizadas pelas empresas, tornando-as donas de suas narrativas e parando de depender exclusivamente da mídia tradicional ou da repercussão dos consumidores.  ‍ Com isso, o chamado brand publishing ganha força nos times de marketing e correlatos, tornando o canal proprietário da marca como principal canal de comunicação com seu target. Vamos entender mais sobre isso? O que é brand publishing? É conhecido como brand publishing a estratégia na qual a marca se torna responsável pela publicação de conteúdos sobre a empresa em seus canais proprietários e deixa de depender dos veículos tradicionais, como a imprensa. ‍ Mas, muito mais do que apenas transformar a sua empresa em produtora de conteúdo ou heavy user das redes sociais, essa disciplina envolve um esforço muito maior de planejamento e distribuição de conteúdo, gestão de dados e interação de todos os canais utilizados. Ou seja, partindo para um viés mais figurado, é como se a sua marca se tornasse um veículo de comunicação nichado – como outro qualquer – que oferece conteúdo de qualidade acerca de um tema, mas que, no final das contas, está promovendo uma marca/empresa através daquele assunto. ‍ Nesse sentido, utilizar da estratégia de brand publishing é construir uma cadeia de produção de conteúdo que reforce a figura protagonista da sua marca e construa narrativas cada vez mais alinhadas com os objetivos do negócio. ‍ Para finalizar, quando falamos de brand publishing, é bem possível que esse termo esteja atrelado ao conceito de “comunicação desintermediada”, fazendo referência ao caráter independente da mídia que os brand publishers possuem. ‍ Por que investir em brand publishing? O brand publishing surge como um diferencial competitivo para as marcas, já que, ao assumirem o controle de suas narrativas e passarem a ser o principal canal entre marca e consumidores, eles conseguem reforçar sua posição de autoridade e credibilidade. Com esse reforço, trabalhado na produção de conteúdo de qualidade sobre o nicho de atuação, a marca passa a ganhar reconhecimento e a disputar o espaço de referência frente aos concorrentes. ‍ Além de gerar awareness de marca, essa estratégia ainda garante uma redução do funil de vendas, já que o processo de convencimento passa a ser mais natural. Quais as principais etapas para transformar uma marca em brand publisher? Transformar a sua marca em uma brand publisher é um processo que vai muito além da produção de conteúdo por si só – apesar de esta atividade configurar uma etapa importante na publicação independente da mídia. ‍ Dito isso, confira a seguir algumas das principais etapas na transformação da sua empresa em brand publisher e saiba como colocar em prática essa estratégia: ‍ Estudo e planejamento  Para se tornar referência no seu nicho de atuação, é fundamental o entendimento completo das dores e necessidades do seu público, já que você vai criar uma plataforma de conteúdo útil e resolutivo para o seu target. Com isso, entender o comportamento dos seus consumidores e potenciais clientes é fundamental para ser cada vez mais assertivo nessa comunicação e realmente agregar valor.  ‍ Nesse sentido, é importante definir questões de linguagem, linha editorial, canais, abordagens e todos os aspectos macro que irão nortear as publicações.  ‍ A partir desse estudo, você conseguirá definir a mecânica do projeto, criando uma plataforma bem estruturada, com técnicas de SEO e melhorias na usabilidade do usuário, para abrigar os seus conteúdos.  ‍ Produção de conteúdo Agora, depois de definido o projeto e os aspectos mais mecânicos, chegou a hora de produzir o conteúdo. A partir disso, é importante revisitar o estudo de público inicial para entender quais as principais dúvidas, dores e curiosidades, além de estabelecer o tipo de conteúdo que será produzido. ‍ Podemos dividir essas produções em três tipos diferentes de conteúdo, comumente utilizados no brand publishing: ‍ Hub: gera volume e consistência de publicações. É um conteúdo considerado intermediário no nível de conexão entre público e marca; Help: conteúdo útil, com maior tempo de relevância. É aquele tipo de postagem que é salvo pelos leitores para ser consultado posteriormente; Hero: são os conteúdos mais refinados, agregam valor em outro nível de utilidade e normalmente são postados com menor frequência dado a complexidade do que é ofertado. A título de exemplo, podemos citar campanhas, e-books e materiais ricos.  ‍ Distribuição do conteúdo A distribuição do conteúdo é outra etapa que exige um certo planejamento e entendimento prévio de target, uma vez que canais diferentes impactam públicos diferentes e, principalmente, pessoas com diferentes noções e conhecimentos acerca da sua marca.  ‍ Por isso, conceitos de funil de vendas (topo, meio e fundo) precisam ser aplicados no compartilhamento das postagens. Entenda quais canais conversam com cada público e, a partir disso, encontre o conteúdo ideal para o nível de aquecimento daquela audiência.  ‍ Por exemplo, conteúdos ricos como e-books são ideais para o topo do funil, quando a pessoa ainda não conhece a sua marca e precisa estabelecer essa relação de confiança e credibilidade. Através de um conteúdo de alta qualidade, o potencial consumidor irá entendê-lo cada vez mais como autoridade.  ‍ Alinhamento da comunicação Para finalizar, pensando em potencializar os efeitos da sua estratégia de brand publishing, é fundamental que você alinhe a comunicação de todos os canais, além de utilizar cada um da forma correta.  ‍ Utilize da metodologia OSEP para isso e integre os conteúdos proprietários (owned), produzidos através do brand publishing, com mídia paga (paid) e técnicas de assessoria de imprensa e relações públicas (shared).  ‍ Uma vez consolidada esse ecossistema de produção de conteúdo de qualidade, a sua empresa se aproxima cada vez mais da hegemonia da narrativa, podendo protagonizar conversas e fóruns que sejam alavancas de negócio. É através dessa presença, que coloca a sua empresa como líder de mercado, que se constrói reputação e credibilidade que funcionem como diferencial competitivo.  ‍

O que é brandformance e como construir

Brandformance é a estratégia que une branding e performance para fortalecer a marca enquanto gera resultados mensuráveis, como leads, conversões e vendas. O conceito vem ganhando espaço entre empresas que buscam o crescimento do negócio de forma mais estratégica. Criar uma marca que seja memorável para os consumidores, ao mesmo tempo em que entrega resultados tangíveis e mensuráveis na geração de valor, pode ser uma grande dificuldade. Se você se identifica, você não está sozinho: essa é uma necessidade de muitas empresas por aí. Por isso, vamos entender como funciona o branding de perfomance, uma fusão inteligente entre branding e performance que vem transformando a comunicação. Ao longo deste conteúdo, você verá o significado de brandformance, a importância da análise de dados no branding e como medir sucesso no branding. Confira! O que é brandformance? Brandformance é a união entre branding e performance, combinando ações voltadas para fortalecimento de marca com campanhas orientadas para resultados mensuráveis. Essa estratégia busca criar uma narrativa consistente e envolvente para o público, sem deixar de lado metas como geração de leads, aumento de conversões, vendas e crescimento do negócio. Ela é a convergência estratégica entre as áreas de um negócio que visam a criação de uma narrativa consistente e envolvente, ao mesmo tempo em que busca alcançar objetivos mensuráveis para orientar ações de marketing, construindo uma marca forte — a união do Branding com a Performance. O conceito de brandformance é relativamente recente no mercado, mas que já tem mostrado eficiência na conexão entre o reconhecimento da empresa e os parâmetros de eficiência. Branding O branding é a alma do negócio. É a forma como se posiciona, se comunica e se diferencia no mercado. Abrange desde a identidade visual até os valores e a missão que ela transmite. É a área responsável pela construção de uma narrativa consistente capaz de atingir o público-alvo, criando uma conexão emocional duradoura. No entanto, ele deve ser constante e de longo prazo. Mesmo uma marca famosa, como a  Nike, perderá tudo que conquistou se sumir de repente. Performance O marketing de performance, por outro lado, envolve a análise de métricas, o acompanhamento e a otimização de estratégias para alcançar metas específicas do negócio. É a busca por resultados tangíveis e imediatos, como a geração de leads, conversões e vendas. Um ciclo que se retroalimenta Note que o propósito do branding é mais perene: fortalecer os laços entre consumidores e empresas, tendo resultados como reconhecimento e fidelização dos clientes.  Enquanto a performance é mais volátil, agindo especialmente no ambiente digital onde dados são coletados ao longo de toda a jornada do consumidor viabilizando a análise das iniciativas de marca e a implementação de ajustes para maximizar seus efeitos. Se não há equilíbrio entre os dois, pode-se gerar duas situações: Situação 1: Sua performance é excelente, mas o branding deixa a desejar Imagine que sua presença online seja muito boa atraindo novos leads através dos anúncios, campanhas de email marketing, entre outros. No entanto, quando seu cliente chega aos canais oficiais e não encontra nada que o faça se conectar, ele vai embora. Mesmo que o indivíduo faça uma compra, não há garantia de que ele voltará a comprar, por que não foi estabelecido uma conexão que torne a marca memorável a longo prazo — assim, um concorrente com preço mais baixo, por exemplo, terá vantagem no futuro.  A decisão de compra não veio da identificação, mas do acaso. E em algum momento, essa curva de aquisição vai parar de crescer, estagnar. Para recuperar os resultados e voltar a crescer, o branding precisa começar. Situação 2: Ótimo branding, mas sem performance Na hipótese oposta, a marca tem tudo que o cliente precisa para gerar uma conexão pessoal, mas nada que otimize a atração de novos leads e mensure os resultados. Neste caso, é como se você oferecesse uma grande festa mas não enviasse nenhum convite. Sempre deve haver alguém que encontre seu produto/serviço, mas, novamente, pelo acaso. Há relação complementar entre as áreas, uma vez que uma pode criar um vínculo emocional com o público, enquanto a outra valida e fornece mais informações por meio de resultados tangíveis. Quando alinhados, temos a tal brandformance capaz de potencializar o que os dois segmentos possuem de melhor. Saiba também: Você sabe criar a estratégia de comunicação da sua marca? A importância do data branding Data branding é a estratégia que utiliza dados, métricas e análises para orientar decisões de branding de forma mais inteligente e mensurável. Seu principal objetivo é entender o comportamento do público, acompanhar a percepção da marca e avaliar, em tempo real, o impacto das campanhas no mercado. O data branding permite que empresas desenvolvam ações mais precisas, personalizadas e orientadas por resultados, reduzindo decisões baseadas apenas em percepção. Entre suas principais características estão: o monitoramento contínuo de indicadores; a análise de comportamento do consumidor; a otimização constante das campanhas; e a capacidade de identificar rapidamente o que gera mais impacto para a marca. Não há para onde fugir: os dados são fundamentais na elaboração das estratégias de marca e determinar quais métricas refletem o progresso será o ponto zero das suas ações. A mensuração do branding no ambiente digital costuma ser complexa. No geral, para avaliar o nível de afinidade do consumidor e a reputação da marca são usados alguns parâmetros, como: volume de buscas em SEO; tom das menções nas redes sociais; e share of voice. Contudo, tais métricas nem sempre capturam integralmente o impacto de uma campanha, já que nem todas elas geram um aumento de buscas ou um número expressivo de elogios online. Nesse contexto, o data branding surge como uma abordagem mais flexível e otimizada para medir o alcance nos negócios, produtos ou serviços. Ao utilizá-lo, é possível obter uma precisão mais estratégica e observar imediatamente o retorno da campanha enquanto ela ainda está em andamento. Exemplos de brandformance Diversas marcas globais já utilizam estratégias de brandformance para fortalecer sua imagem enquanto geram resultados mensuráveis. O diferencial dessas campanhas está na conexão emocional,

O que é co-branding? Saiba como aplicar e conheça exemplos

No momento atual, há diversas estratégias de marketing que buscam aumentar a relevância das marcas e gerar awareness. Você pode, por exemplo, associar a sua marca com algum influenciador digital, se apossar de alguma trend do momento que converse com o seu público ou até mesmo promover alguma campanha de co-branding.  Em resumo, o co-branding é a união de duas empresas, normalmente de nichos diferentes, mas que atingem públicos parecidos, em prol do lançamento de um produto ou serviço que seja a intersecção entre os dois. Ficou interessado? Então, vamos entender melhor essa estratégia a seguir! O que é co-branding? A estratégia de co-branding é pautada na aliança entre duas marcas que buscam atingir um cliente em específico. Muitas vezes, essas marcas já compartilham um público-alvo, principalmente quando falamos de produtos ou serviços que se complementam, mas, em alguns casos, essa parceria surge como forma de aumentar a quantidade de consumidores de ambas as empresas. Um exemplo de parceria entre marcas é a Nike e a Apple, que criaram o Nike+, uma iniciativa focada em trackear os dados de exercícios físicos a partir dos produtos da marca de vestimentas. Partindo do caso acima, uma ação muito comum é o lançamento de um produto ou serviço novo que una características das marcas. Podemos citar exemplos onde se usa um produto já existente de uma marca e o personaliza com a identidade visual de outra marca, ou até criações totalmente do zero.   Para que serve o co-branding? Essa estratégia tem como objetivo aumentar o público consumidor e gerar credibilidade, já que duas empresas conhecidas e respeitadas valem mais do que uma. Como consequência, co-branding também gera buzz e coloca ambas as marcas em evidência. Por ser uma estratégia “win-win”, os dois lados da moeda ganham com a iniciativa. É possível criar ações de collab para unir os times de marketing e, com isso, crescer o budget — podendo até mesmo duplicar ou triplicar. A aceleração da reputação das empresas também acontece, já que elas passam a compartilhar a visibilidade que possuem separadamente. O co-branding também serve para criar um senso de exclusividade e urgência, já que muitas empresas vendem essas collabs por um curto período, fazendo com aquele produto seja um “item de colecionador”, gerando uma onda de compras movidas pelo medo de ficar de fora (FOMO – Fear of missing out). No meio de todas essas vantagens, é preciso também se atentar para que a estratégia de comunicação seja bem amarrada e não tenha um efeito contrário. Para isso, você precisa se aliar com empresas que preguem os mesmos valores que você e que possuam uma reputação bem trabalhada. Além disso, é preciso evitar que a sua marca acabe sendo diluída pela outra e passe a estar sempre vinculada.   5 exemplos de co-branding Para dar forma ao conceito de co-branding, separamos aqui 5 exemplos que podem te auxiliar na implementação dessa estratégia na sua empresa. Confira! ‍ Adidas + FARM Empresas de vestuário fornecem, normalmente, os melhores exemplos de co-branding do mercado, por isso é bem comum ouvirmos a palavra “collab” sendo utilizada no lançamento de coleções ou artigos em específico. Como exemplo, a Adidas e a FARM já trilham uma parceria de anos, com diversos itens que utilizam da diversidade de estampas da marca brasileira para customizar os itens com pegada mais esportiva. A mais recente colaboração aconteceu em 2022 e foi antecedida por outra parceria que contou com campanhas protagonizadas pela Lu, assistente virtual do Magalu. ‍ O Boticário + Bubbaloo Apostando na nostalgia, a O Boticário lançou uma edição limitada da sua linha de cuidados corporais com o aroma do chiclete Bubbaloo, que marcou a infância de grande parte do público consumidor da marca. As embalagens também ganharam uma roupagem especial, o que só reforçou o barulho que os produtos fizeram nas redes sociais. ‍ Carmed + Fini Seguindo o sucesso do exemplo anterior, a Carmed fez virou febre durante o ano de 2023 com o lançamento de hidratantes labiais aromatizados com o cheiro das famosas balas Fini. Com três versões da clássica bala de gelatina — bananinha, beijinho e dentadura —, a marca ganhou destaque entre os mais jovens ao investir em uma estratégia pesada de divulgação, principalmente no TikTok. ‍ Starbucks + Spotify Unindo duas paixões populares — café e música —, a Starbucks formou uma parceria com o serviço de streaming Spotify para entreter os clientes durante o tempo de permanência na loja.  Para isso, todos os funcionários das unidades receberam acesso Premium à plataforma de música e criaram playlists personalizadas. Caso os consumidores gostassem das escolhas, eles poderiam acessar a playlist e ouvi-la de outros lugares. ‍ Havaianas e Dolce & Gabbana Trazendo o exemplo mais recente da lista, a Havaianas se juntou com a grife Dolce & Gabbana para lançar quatro modelos únicos que representam a intersecção entre o Brasil e a Itália.  Os chinelos trazem estampas clássicas da marca de luxo (leopardo, zebra, desenhos de cerâmicas italianas e carreto siciliano) e foram um verdadeiro sucesso, esgotando em apenas 48 horas, apesar dos preços acima da média. ‍ Como fazer co-branding de sucesso Apesar de ser uma ótima estratégia para alavancar a sua marca, é preciso se atentar a algumas particularidades para que o tiro não saia pela culatra e você caia naquelas situações negativas que citamos anteriormente. Pensando nisso, separamos aqui algumas dicas para que as suas ações de co-branding sejam efetivas. Escolha uma empresa que converse diretamente com a sua marca Como citamos anteriormente, o ideal é que as marcas que iniciem um projeto de parceria tenham alguns pontos em comum. Além de um público-alvo parecido, é preciso que haja um match entre valores e cultura, que vocês busquem defender as mesmas causas, e acima de tudo, que tenham portes e capacidades similares. As diferenças também precisam ser pesadas na balança. De nada adianta uma empresa conversar em diversos aspectos com a sua, mas não se posicionar frente a assuntos importantes para a sua marca ou então ter

O que é Employer Branding? 6 dicas para usar na sua empresa

Você já ouviu falar em Employer Branding? Essa estratégia tem se mostrado eficiente para as empresas que desejam atrair e reter talentos qualificados. Neste artigo, vamos explorar o que é esse termo, como você pode utilizá-lo na sua empresa e apresentar 6 estratégias eficazes para fortalecer a sua marca empregadora. O que é Employer Branding? Antes de mergulharmos nas estratégias, é fundamental entender o conceito. Em tradução livre, “employer” significa empregador e “branding” refere-se à construção de marca. Portanto, Employer Branding envolve a gestão da imagem da empresa como marca empregadora. Em termos simples, trata-se de criar uma reputação positiva no mercado de trabalho, atraindo candidatos qualificados e mantendo os colaboradores engajados. É uma abordagem que vai além do salário e benefícios, focando na cultura organizacional, valores e experiência das pessoas. Benefícios de ser uma boa marca empregadora Quando realizado de maneira eficaz, os colaboradores enxergam a empresa como uma escolha excepcional para impulsionar suas carreiras — uma oportunidade para expandir seu potencial produtivo e alcançar reconhecimento profissional.  Como resultado, candidatos talentosos competem pelas vagas disponíveis, enquanto os atuais membros da equipe se dedicam intensamente para manterem-se parte do grupo. O resultado é a formação de equipes altamente eficientes, um notável aumento na produtividade e significativa melhoria na competitividade. 6 dicas para uma estratégia de employer branding infalível ‍ 1. Conheça a sua cultura organizacional: Antes de comunicar sua marca empregadora, é crucial entender a cultura organizacional. O que faz a sua empresa única? Quais são os valores fundamentais? Quais rituais e tradições que ela possui? Certifique-se de que a mensagem transmitida reflete a realidade interna. A cultura, quando bem definida e partilhada entre a equipe, guia as ações de todos os membros e serve como ponto de referência para o comportamento e ações tanto de lideranças como dos recursos humanos e colaboradores. 2. Construa uma presença forte nas redes sociais: Utilize as redes sociais de forma estratégica para compartilhar a cultura da empresa, conquistas dos colaboradores e iniciativas de responsabilidade social. Destaque o lado humano da organização, mostrando o dia a dia no escritório e promovendo a participação em eventos relevantes para fortalecer suas estratégias de employer branding. 3. Encoraje indicações: Os colaboradores satisfeitos são os melhores embaixadores da sua marca empregadora. Estabeleça programas de indicação que recompensem os funcionários por recomendar talentos qualificados. Isso não só atrai profissionais de confiança, mas também demonstra que a equipe atual acredita na empresa o suficiente para recomendá-la. 4. Promova eventos corporativos: Eventos corporativos oferecem uma oportunidade única para mostrar a cultura da empresa de forma tangível. Realize workshops, palestras e atividades de team building que destaquem os valores e a identidade da organização. Capture esses momentos e compartilhe-os nas redes sociais para alcançar um público mais amplo. Para ser notada, sua marca precisa ser vista! 5. Destaque desenvolvimento profissional: Tenha compromisso com o crescimento profissional da equipe. Divulgue programas de treinamento, oportunidades de mentorias e histórias de sucesso de colaboradores que progrediram dentro da empresa. Isso atrai profissionais ambiciosos que buscam não apenas empregos, mas também oportunidades para avançar em suas carreiras. ‍6. Compartilhe histórias impactantes: Lembre-se que employer branding se refere a relação com pessoas e que histórias humanas têm um poder significativo, então destaque cases de sucesso, narrativas inspiradoras e iniciativas sociais da empresa. Isso cria uma conexão emocional com o público-alvo, demonstrando que não é apenas um local de trabalho, mas uma comunidade comprometida com o impacto positivo. Por que gerir a imagem da minha marca como boa empregadora? A reputação é a percepção coletiva que o público tem sobre você e/ou seu negócio. Gerir a essa imagem significa moldar conscientemente a maneira como a marca é vista, garantindo que essa visão seja positiva e alinhada aos valores e objetivos da empresa.  Este é um ativo estratégico, pois estabelece confiança, confere diferenciação no mercado e cria uma base sólida para relacionamentos duradouros. O papel dos líderes inspiradores nas empresas Tendo atenção ao employer branding e controlando ativamente a percepção do público para se posicionar como uma marca empregadora de confiança, as empresas se destacam em um mercado competitivo e estabelecem relações sólidas que transcendem transações comerciais, construindo uma base para o sucesso a longo prazo.

Endomarketing: o que é e como fazer

Saiba o que é endomarketing, quais são os benefícios, as principais ações de endomarketing e como aplicá-las para engajar colaboradores e fortalecer a cultura.

Bem-vindos à era do Reputation Led Growth

Em um cenário onde oceanos azuis são cada vez mais raros, o verdadeiro diferencial está em como você constrói sua reputação. ‍ A inovação por si só já não é suficiente para impulsionar o crescimento exponencial e manter a atenção do mercado. Em um cenário em que startups, por mais disruptivas que sejam, enfrentam forte concorrência, cresce também o ceticismo do consumidor para diferenciar o que é “novo” do que veio para ficar e resolver suas dores. ‍ Nesse contexto, o que separa negócios que sobrevivem daqueles que escalam é a reputação: a capacidade não só de comunicar o impacto da proposta de valor, mas também de “conversar” com o público e gerir a narrativa do mercado. Não basta mais ter uma solução disruptiva ou uma tecnologia de ponta, se você não souber construir conexão, confiança, consistência e autenticidade, você já perdeu a corrida.  ‍ Esse é o raciocínio do Reputation Led Growth, a mentalidade que permite transformar os ativos únicos da sua empresa, como história, valores e credibilidade em combustível do processo de crescimento do negócio.   O que sua marca representa e como você, enquanto líder, personifica isso, devem ser o estopim estratégico de gerenciamento assertivo da comunicação para controlar alcance, atraindo mais consumidores e investidores; para educar o mercado, diminuindo os custos de aquisição; para conectar as mensagens, fidelizando clientes; e para preservar a imagem blindando-se das nuances de mercado e da fúria da concorrência. ‍ Para isso tudo funcionar, fundadores e líderes precisam ser mais do que gestores de negócio, eles devem ser guardiões da reputação. Quem ainda acredita que a construção de marca é opcional, vai perceber que não estamos mais em um cenário só de “boas ideias”. Mas sim em uma era onde o verdadeiro valor está na confiança e credibilidade que sua marca transmite, e como ela permanece relevante no dia a dia dos consumidores. ‍ Chegou a hora de enxergar a reputação como a alavanca de crescimento que ela é, bem-vindo à era do Reputation Led Growth. Aqui, a única vantagem é ser lembrado, mas principalmente, ser lembrado pelos motivos certos. ‍ O que é reputation-led growth (RLG)? O termo foi usado pela primeira vez pela empresa norte-americana Archie Group para intitular uma metodologia interna de trabalho. No Brasil, com o objetivo de denominar uma tendência crescente no mercado, a MOTIM – aceleradora de reputação brasileira – passou a adotar e popularizar o conceito para batizar a estratégia de negócio que usa reputação como alavanca de crescimento. ‍ O reputation-led growth visa construir um ciclo de crescimento retroalimentado pela reputação que se utiliza da exposição em canais qualificados como catapulta de desenvolvimento. A lógica é pautada principalmente pela disciplina das relações públicas e exposição da marca em canais de autoridade e credibilidade. A partir disso, o lastro da imprensa e a imagem cultivada dos porta-vozes se tornam insumo necessário para reduzir a percepção de risco de investidores e consumidores. Vamos entender como funciona, na prática: ‍ O framework de reputation-led growth Um crescimento pautado pela reputação sempre começa impulsionado pela comunicação da proposta de valor. Definida como a mensagem-chave do intuito e objetivo do negócio, essa vai se tornar a principal ferramenta de alavancagem, que alimenta o ciclo de crescimento pautado pela reputação.  ‍ A lógica é: você utiliza a sua proposta de valor na comunicação em canais estratégicos, encantando os públicos de interesse – desde clientes até investidores -, o que gera reputação para a sua marca. Em seguida, entramos em uma etapa de amplificação da disseminação da mensagem-chave e do relacionamento.  ‍ É nesse ponto que a marca, já em processo de consolidação através dos principais veículos de imprensa, passa a aumentar a sua visibilidade em fóruns, palestras, eventos corporativos, ampliando a rede de networking e passando a cultivar a imagem de porta-vozes para aproximar a empresa dos públicos.  ‍ Como clara consequência do aumento da exposição da marca, surge a necessidade de que haja uma comprovação de autoridade que vá além da presença na mídia. Por isso, é fundamental que a sua empresa cultive cases de sucesso e provas sociais, como depoimentos de clientes, para exercitar ainda mais a credibilidade frente ao mercado. Aqui, saímos de uma seara mais subjetiva e atrelada apenas a comunicação e mostramos resultados reais e o impacto que aquela proposta de valor – comunicada desde o início – tem na sociedade. Com isso, a transparência se torna requisito essencial para alimentar ainda mais a confiança em relação ao seu negócio.  ‍ Finalizando o ciclo de crescimento pautado pela reputação, temos o crescimento e a monetização como consequência dessa construção. Quando falamos de crescimento, pontuamos principalmente a aquisição de clientes de forma orgânica, independente da injeção de dinheiro, e a fidelização de consumidores, que utilizam da confiança e credibilidade do negócio para estarem cada vez mais comprometidos. A monetização é a consequência de um negócio mais sustentável, que gera lucro sem precisar de grandes investimentos na aquisição e retenção de clientes. ‍ Você pode entender melhor essa construção através do flywheel: ‍ Para isso, você utiliza principalmente da disciplina das relações públicas para cultivar esse entendimento acerca da sua marca e amplia a exposição com ajuda de conteúdo proprietário de qualidade e thought leadership, capaz de dar um rosto para a sua marca, humanizando-a.  ‍ O crescimento de um negócio pautado pela reputação tem, como principal benefício, a redução da percepção de risco. A lógica funciona quando entendemos que toda decisão de compra pode ser entendida como uma admissão de risco, bem como um investimento e, por isso, precisa ser justificado e embasado de alguma forma.  ‍ Quando falamos de negócios B2B, esse cenário se faz ainda mais presente, com uma jornada de convencimento mais longa, maiores rodadas de objeções e uma necessidade maior de justificar decisões, sendo proporcional ao valor dos contratos.  ‍ Vamos entender a seguir os principais benefícios de contar com uma estratégia de reputation-led growth para apoiar o crescimento escalonado da sua empresa.  ‍ Benefícios da estratégia de RLG Contar

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