No momento atual, há diversas estratégias de marketing que buscam aumentar a relevância das marcas e gerar awareness. Você pode, por exemplo, associar a sua marca com algum influenciador digital, se apossar de alguma trend do momento que converse com o seu público ou até mesmo promover alguma campanha de co-branding.
Em resumo, o co-branding é a união de duas empresas, normalmente de nichos diferentes, mas que atingem públicos parecidos, em prol do lançamento de um produto ou serviço que seja a intersecção entre os dois. Ficou interessado? Então, vamos entender melhor essa estratégia a seguir!
O que é co-branding?
A estratégia de co-branding é pautada na aliança entre duas marcas que buscam atingir um cliente em específico. Muitas vezes, essas marcas já compartilham um público-alvo, principalmente quando falamos de produtos ou serviços que se complementam, mas, em alguns casos, essa parceria surge como forma de aumentar a quantidade de consumidores de ambas as empresas.
Um exemplo de parceria entre marcas é a Nike e a Apple, que criaram o Nike+, uma iniciativa focada em trackear os dados de exercícios físicos a partir dos produtos da marca de vestimentas.
Partindo do caso acima, uma ação muito comum é o lançamento de um produto ou serviço novo que una características das marcas. Podemos citar exemplos onde se usa um produto já existente de uma marca e o personaliza com a identidade visual de outra marca, ou até criações totalmente do zero.
Para que serve o co-branding?
Essa estratégia tem como objetivo aumentar o público consumidor e gerar credibilidade, já que duas empresas conhecidas e respeitadas valem mais do que uma. Como consequência, co-branding também gera buzz e coloca ambas as marcas em evidência.
Por ser uma estratégia “win-win”, os dois lados da moeda ganham com a iniciativa. É possível criar ações de collab para unir os times de marketing e, com isso, crescer o budget — podendo até mesmo duplicar ou triplicar. A aceleração da reputação das empresas também acontece, já que elas passam a compartilhar a visibilidade que possuem separadamente.
O co-branding também serve para criar um senso de exclusividade e urgência, já que muitas empresas vendem essas collabs por um curto período, fazendo com aquele produto seja um “item de colecionador”, gerando uma onda de compras movidas pelo medo de ficar de fora (FOMO – Fear of missing out).
No meio de todas essas vantagens, é preciso também se atentar para que a estratégia de comunicação seja bem amarrada e não tenha um efeito contrário. Para isso, você precisa se aliar com empresas que preguem os mesmos valores que você e que possuam uma reputação bem trabalhada. Além disso, é preciso evitar que a sua marca acabe sendo diluída pela outra e passe a estar sempre vinculada.
5 exemplos de co-branding
Para dar forma ao conceito de co-branding, separamos aqui 5 exemplos que podem te auxiliar na implementação dessa estratégia na sua empresa. Confira!
- Adidas + FARM

Empresas de vestuário fornecem, normalmente, os melhores exemplos de co-branding do mercado, por isso é bem comum ouvirmos a palavra “collab” sendo utilizada no lançamento de coleções ou artigos em específico.
Como exemplo, a Adidas e a FARM já trilham uma parceria de anos, com diversos itens que utilizam da diversidade de estampas da marca brasileira para customizar os itens com pegada mais esportiva. A mais recente colaboração aconteceu em 2022 e foi antecedida por outra parceria que contou com campanhas protagonizadas pela Lu, assistente virtual do Magalu.
- O Boticário + Bubbaloo

Apostando na nostalgia, a O Boticário lançou uma edição limitada da sua linha de cuidados corporais com o aroma do chiclete Bubbaloo, que marcou a infância de grande parte do público consumidor da marca.
As embalagens também ganharam uma roupagem especial, o que só reforçou o barulho que os produtos fizeram nas redes sociais.
- Carmed + Fini

Seguindo o sucesso do exemplo anterior, a Carmed fez virou febre durante o ano de 2023 com o lançamento de hidratantes labiais aromatizados com o cheiro das famosas balas Fini.
Com três versões da clássica bala de gelatina — bananinha, beijinho e dentadura —, a marca ganhou destaque entre os mais jovens ao investir em uma estratégia pesada de divulgação, principalmente no TikTok.
- Starbucks + Spotify

Unindo duas paixões populares — café e música —, a Starbucks formou uma parceria com o serviço de streaming Spotify para entreter os clientes durante o tempo de permanência na loja.
Para isso, todos os funcionários das unidades receberam acesso Premium à plataforma de música e criaram playlists personalizadas. Caso os consumidores gostassem das escolhas, eles poderiam acessar a playlist e ouvi-la de outros lugares.
- Havaianas e Dolce & Gabbana

Trazendo o exemplo mais recente da lista, a Havaianas se juntou com a grife Dolce & Gabbana para lançar quatro modelos únicos que representam a intersecção entre o Brasil e a Itália.
Os chinelos trazem estampas clássicas da marca de luxo (leopardo, zebra, desenhos de cerâmicas italianas e carreto siciliano) e foram um verdadeiro sucesso, esgotando em apenas 48 horas, apesar dos preços acima da média.
Como fazer co-branding de sucesso
Apesar de ser uma ótima estratégia para alavancar a sua marca, é preciso se atentar a algumas particularidades para que o tiro não saia pela culatra e você caia naquelas situações negativas que citamos anteriormente. Pensando nisso, separamos aqui algumas dicas para que as suas ações de co-branding sejam efetivas.
Escolha uma empresa que converse diretamente com a sua marca
Como citamos anteriormente, o ideal é que as marcas que iniciem um projeto de parceria tenham alguns pontos em comum. Além de um público-alvo parecido, é preciso que haja um match entre valores e cultura, que vocês busquem defender as mesmas causas, e acima de tudo, que tenham portes e capacidades similares.
As diferenças também precisam ser pesadas na balança. De nada adianta uma empresa conversar em diversos aspectos com a sua, mas não se posicionar frente a assuntos importantes para a sua marca ou então ter opinião contrária.
Atente-se a mensagem
Como são duas empresas diferentes trabalhando em prol de uma linha de campanha, é possível que alguns conflitos de mensagem apareçam, até porque marcas comunicam-se de maneiras diferentes, cada uma com a sua personalidade.
A partir disso, os responsáveis precisam acertar o discurso a ser trabalhado para que ela reflita o posicionamento das duas marcas e para despertar ainda mais o interesse dos consumidores.
Muito mais que marca: produto!
Falamos muito sobre os cuidados que o marketing precisa ter quando lança uma estratégia de co-branding, mas o core da ação vem da equipe de Produto das empresas. São eles que desenham o lançamento e, principalmente, cuidam dos pormenores de produção, como ritmo e capacidade.
Portanto, questões como produção, logística, controle de qualidade e distribuição, precisam ser planejadas em conjunto para que a experiência do consumidor corresponda às expectativas criadas pela comunicação.
Para finalizar, uma boa estratégia de parceria é aquela que traz benefícios mútuos às empresas e que, apesar de trabalhar a imagem das marcas em conjunto, ainda consegue transmitir diferenciação no mercado para continuarem a trabalhar de forma independente.
Na MOTIM, ajudamos empresas a transformar essas oportunidades em estratégias de comunicação com impacto real. Além de fortalecer o branding e construir narrativas consistentes, identificamos parceiros estratégicos para ações de co-branding que façam sentido para os objetivos do negócio.
Com o apoio da nossa assessoria de imprensa, essas iniciativas também ganham visibilidade nos veículos certos, ampliando seu alcance, fortalecendo a reputação das marcas envolvidas e potencializando os resultados da parceria. Converse com nossa equipe de especialistas e conheça nossas estratégias de branding!
Confira também: Product Branding
Perguntas frequentes sobre co-branding
1. Quais os tipos de parcerias entre empresas?
Existem diferentes formatos de parcerias entre empresas; entre os principais tipos estão:
- Co-branding de produto: criação de um novo produto com identidade de duas marcas.
- Collabs de edição limitada: lançamentos pontuais com tempo determinado.
- Parcerias de licenciamento: onde uma marca permite o uso da sua identidade em produtos de outra empresa.
- Parcerias de distribuição: onde uma marca ajuda a outra a ampliar canais de venda.
- Parcerias de conteúdo: ações conjuntas em campanhas e collabs em posts nas redes sociais.
2. Como são definidos os contratos em uma ação de co-branding?
Os contratos são definidos com base em acordos que detalham responsabilidades de cada empresa, divisão de custos, regras de uso das marcas, aprovações de comunicação e divisão de receitas. Também costumam incluir cláusulas de exclusividade, prazos e diretrizes de proteção de marca e propriedade intelectual.
3. Quais métricas indicam o sucesso de uma campanha de co-branding?
O sucesso de uma ação de co-branding pode ser medido por indicadores como aumento de vendas do produto, alcance, impressões da campanha, engajamento nas redes sociais, crescimento de base de clientes, share of voice e percepção de marca (brand lift). Em ações mais estratégicas, também se avalia a retenção de clientes e os novos públicos adquiridos.
4. Quanto tempo dura, em média, uma parceria de co-branding?
A duração varia conforme o objetivo da ação. Muitas campanhas são a curto prazo, especialmente em lançamentos sazonais ou edições limitadas, podendo durar de algumas semanas a poucos meses. Já parcerias estratégicas entre marcas podem se estender por anos, com diferentes ativações ao longo do tempo.
5. Quais os principais riscos jurídicos e de propriedade intelectual em co-branding?
Os principais riscos envolvem uso indevido de marca, falta de clareza sobre direitos de propriedade intelectual sobre o produto criado, conflitos de imagem entre as empresas e ausência de regras sobre licenciamento. Por isso, é essencial definir previamente quem detém os direitos da criação, como as marcas podem ser usadas e como será feita a gestão em caso de crise.